domingo, 25 de novembro de 2007

CONTEE alerta para os aumentos abusivos das mensalidades

O portal da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) publicou esta quinta-feira (25) texto alertando sobre as arbitrariedades cometidas neste período do ano pelos "Tubarões do Ensino", os donos das universidades particulares. De acordo com o texto essas instituições, alegando crise no setor, promovem a criação dos cursos semestrais, turmas unidas, alunos amontoados e precarização do trabalho docente. Leia abaixo:
Uma pequena nota, escondida entre as páginas de um jornal, pode passar despercebida por muitos, mas já é possível saber o que vem dali. É sempre nesta época do ano, em meados de outubro, que as Instituições privadas de ensino começam a divulgar na imprensa dados sobre os altos índices de inadimplência do setor. Não é diferente em 2007.
No dia 11 de outubro, o Jornal Folha de São Paulo já anunciava o lamento, em nota, que afirmava: "Inadimplência em faculdades chega a 31%". O texto apontava o crescimento de 1% no índice de inadimplência na Grande São Paulo, segundo levantamento divulgado pelo SEMESP (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo), em relação a 2006.
Essa estratégia patronal é utilizada todos os anos, a fim de justificar aumentos abusivos nas mensalidades, que visam compensar os "prejuízos" do setor, e estabelecer a contrapartida ao início do processo de campanha salarial dos trabalhadores em Educação.
Alegando crise no setor, promovem arbitrariedades nas Instituições, como a criação dos cursos semestrais, turmas unidas, alunos amontoados, precarização do trabalho docente. Entretanto, que crise é essa, que tanto preocupa e dificulta as negociações com os trabalhadores, mas que não impede o crescimento descontrolado do setor privado, com divulgação de lucros estratosféricos e abertura de capital? Leia a matéria "Os números da mercantilização da Educação Superior"
É evidente que existe inadimplência escolar, mas para os "empresários da educação" é apenas mais um dos fatores que complementam o "negócio". Afinal, a inadimplência é uma arma importante de hora da negociação e no reajuste de mensalidades. E os patrões já descobriram a forma de lucrar com isso: explorando comercialmente a dificuldade do estudante de permanência no ensino superior.
A campanha contra o que eles chamam de "Lei do Calote" – a Lei que não permite às faculdades a imposição de nenhuma sanção pedagógica em função da inadimplência – é, portanto, mais um artifício de mercantilização de Educação. Uma vez que extinta poderia impedir o estudante inadimplente de realizar provas e assistir às aulas. O que na prática já acontece em muitos estabelecimentos, segundo denúncias do movimento estudantil.
Portanto, atenção a todos: professores, pais, estudantes, trabalhadores e sindicalistas!! Os tubarões de ensino, já preparam o bote, divulgando dados, pressionando a opinião pública e o movimento sindical. Já é hora de lutar.Fonte: Portal Contee

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